quarta-feira, 18 de junho de 2014

Primeiro de muitos

Tem dores e dores, umas mais fortes, outras mais fracas.

Algumas podem ser superadas, eu sei que podem, outras já nem tanto. Coragem é tudo que eles tiveram, mas foram inconsequentes: quando alguém se mata, ela morre, mas também "matam" os seus conhecidos e familiares.

Ninguém é tão rejeitado a ponto de não ter alguém que vá sentir sua falta. Esse é o meu motivo para não ter feito isso ainda.

Não posso negar, ou mentir, dizer que nunca tentei, dizer que nunca tomei a minha decisão, porque isso seria mentira. Tentei me matar aos poucos, tentei me matar de vez, tentei morrer de várias formas, mas isso, além de me machucar, machucava minha mãe, meu pai e minha irmã, já que eles convivem comigo todo o tempo.

É cruel isso, não só comigo.

Tenho meus motivos, mas sei que tem gente bem pior que eu, tem gente querendo viver, e eu aqui querendo morrer, uma ironia um tanto cruel.

As pessoas se julgam, mas principalmente julgam, porque não sentem um terço daquilo que os suicidas ou depressivos sentem.

Fico pensando se vou ser assim pra sempre, eu não quero isso pra mim, eu preciso de ajuda, eu tenho ajuda, mas não é exatamente isso que eu quero, é algo mais complicado, é mais profundo, é mais pessoal.

Fico confuso e neste exato momento a minha vontade é ir no meu quarto e me enforcar, sem despedidas, sem arrependimento. Mas não posso, não posso estragar a vida dos outros, por puro egoísmo.

Mas eu quero e vou mudar. [ Happy mode ON ]

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